A hanseníase tem cura. O maior obstáculo não é o medicamento — é a adesão.
Pacientes abandonam o tratamento por falta de acompanhamento, esquecimento, efeitos adversos mal compreendidos e ausência de um canal direto com a equipe de saúde. Profissionais, por sua vez, dependem de cadernetas físicas, planilhas manuais e contato via WhatsApp para monitorar dezenas de casos simultaneamente.
O resultado: subnotificação, diagnóstico tardio de reações hansênicas e incapacidades físicas evitáveis.
O Pequi conecta paciente e profissional em um fluxo clínico digital contínuo. O paciente registra doses, sintomas e bem-estar pelo celular. O profissional acompanha tudo em tempo real — sem planilhas, sem WhatsApp, sem lacunas no histórico.
| Para o paciente | Para o profissional |
|---|---|
| Check-in diário de medicação | Dashboard com adesão de todos os pacientes vinculados |
| Registro de sintomas e intensidade | Alertas automáticos quando a adesão cai ou sintomas escalam |
| Mapa corporal de lesões | Histórico clínico auditável e imutável |
| Conteúdo educativo sobre o tratamento | Vínculo formal com unidade de saúde |
| Comunidade anônima de apoio | Exportação de dados compatível com LGPD |
Adesão ao tratamento O paciente registra cada dose tomada. O sistema calcula automaticamente a taxa de adesão via snapshots diários e gera alertas para o profissional quando há ausência de check-in.
Check-in com triagem de sintomas Junto ao registro da dose, o paciente informa sintomas como dormência, manchas, dor nos nervos e mal-estar. Quando a intensidade é alta, o sistema enfileira uma análise de feedback por IA e notifica o profissional.
Mapa corporal Registro visual de lesões com histórico append-only — cada entrada é permanente e rastreável. Permite acompanhar a evolução das lesões ao longo do tratamento.
Comunidade anônima Espaço para pacientes trocarem experiências com anonimato técnico garantido por arquitetura — não por política de uso.
Artigos educativos Biblioteca de conteúdo clínico sobre o tratamento, efeitos adversos, cuidados com dormência e saúde sexual — curado pela equipe de saúde do projeto.
LGPD by design Consentimento explícito na criação do perfil, exportação de dados em JSON, exclusão de conta com bloqueio automático quando há tratamento ativo, e blacklist de tokens no Redis.
O Pequi é desenvolvido por uma equipe interdisciplinar da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). O projeto nasce da busca ativa de casos no município de Maceió (AL) — onde a incidência ainda é crítica — e tem como objetivo transformar o acompanhamento clínico de um processo reativo em um sistema contínuo, rastreável e centrado no paciente.
Ao negligenciar a hanseníase, o paciente se torna potencial foco da doença. O medo, o estigma e a omissão não podem levar ser contrários a uma solução que já exite.
